A Sociedade contra o Estado: investigações de antropologia política

A Sociedade contra o Estado: investigações de antropologia política

Pierre Clastres

Language:

Pages: 105

ISBN: 2:00070721

Format: PDF / Kindle (mobi) / ePub


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Esta coletânea de onze artigos publicados entre 1962 e 1974 por Pierre Clastres (1934-1977) constitui um dos mais importantes trabalhos de antropologia política já divulgados. A obra reflete uma reviravolta nas ciências humanas, propiciada nos anos 1960 por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault e Gilles Deleuze. Clastres critica a razão política ocidental, aferrada em noções de dominação e subordinação, e afirma que a sociedade civil pode prescindir da figura do Estado. Para demonstrar essa tese audaz, o autor analisa a experiência de povos indígenas da América do Sul.

Functionalism Historicized: Essays on British Social Anthropology (History of Anthropology, Volume 2)

Argonauts of the Western Pacific (Routledge Classics)

Resurrecting Pompeii

Anthropology from a Pragmatic Point of View (Cambridge Texts in the History of Philosophy)

Introducing Anthropology: A Graphic Guide

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

evidente que para 0 grupo, que se desapossa, em beneficio do chefe, de uma quantidade importante dos sens val ores mais essenciais - as mulheres - , as arengas quotidianas e os magros bens economicos de q1le pode dispor 0 Uder nao constituem uma compensaljaO equivalente. E isto e assim tanto mais que, apesar da sua falta de autoridade, 0 chefe goza noentanto de urn estatuto social invejavel. A desigualdade da «troca» e impressionante: ela nao se poderia explicar senao no seio de sociedades em que

neutra,lizar, por intermeruo das fi/has, a poliginia da gera~ao precedel!lte. Nao e sobre 0 plano diacronico das' gera~i5essucessivas que se desenrola a drama do poder, mas sobre 0 plano sincr6nico da estrutura do grupo. A subia ao poder deum·chefe reproduz sempre a mesmasitua~ao;essa estrutura de· repetigao nao pode·ria ser abolida' senao na perspectivaciclica de urn .poder que percorresse sucessivamente todas as familias dogrupo; .sendo 0 chefe· escolhido,-em" cada gera~ao, numa· familia

reforgo simetrico dastendencias centrifugas imanentes a estrutura dos demas. Ou, por outras palavms, a dinamica aqui descrita e de natureza diwIeotwq,: porque, a medida que se precisa e se &firma a constituigao do sistema, os elementos que 0 comp6em reagem a essa transform~ao do seu estatuto acentuando a sua particularidade conereta, a sua individualidade. De modo que 0 advento da estrutura giliobal engendra, nao 'a supressao dos demas - 0 que permitiria uma outra diferenciagao, isto e, uma

365). E ainda: «A socied.ade lobi niio pOde dar-se uma organizagao -politica> (pag. 435, nota 134) '. Que significa de facto este tipo de vocabuliirio onde os termos embrionario, nascente, pouco desenvolvido, aparecem mutto frequentemente 7 Nao se trata evidentemente da nossa parte de declarar guerra a um autor, pois S3Jbernos bern quanto esta linguagem e propria da antropologia. Tentamos aceder ao que se poderia chamar a arqueologia desta linguagem e do saber que ere atraves dela dar-se a ver, e

em que 'a Europa os descobre, afastar-se sensivelmeme do modele primitiv~ hrubituaJ, e em dois pontos essenciais: a ta:xa de densidade demografio(}) das suas tribos ou grupos locais ultrapassa nitidamente a das populagoes vizinhas; e, par outro 1ado, a dimensiiooosgrupos locais nao tern comparaQao 'com a das unidades s6cio-politicas da Floresta Tropical. Bern entendido, as aJdeias tupinamba par exemplo. que agrwpavam varios milhares de habitantes, naoeram cida' 206 des; mas deixavam igwaimente

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